Ironia do destino

Algo muito interessante está ocorrendo nesses últimos dias.
Eu mudei-me faz uns 15 dias para um novo apartamento, em uma rua bem tranquila.
Para quem antes morou por 3 anos seguidos no mesmo apartamento, em frente a uma rua grande e bem movimentada (que aqui chamam de via “Rápida”, onde os carros só podem andar a 60Km/h!!), a nova casa é ideal. Fica próxima à tal rápida, mas o distante o suficiente para ser sossegada e silenciosa.
No velho AP eu tinha de dormir só depois da 1h da manhã, porque, incrivelmente, os carros paravam de passar só depois desse horário, sem contar que às 6h da matina já estavam correndo ali.
Era ônibus, carros, caminhões, motos, etc. Até a bicicleta do Papai Noel passava ali buzinando perto do natal tarde da noite!
Fim-de-semana esquece… não tinha horário, pois o condomínio inteiro resolvia se juntar na calçada pra beber e fazer farra.
Do outro lado da rua estava a barraquinha de cachorro-quente, o “point” pra quem estiver a fim de gritar muiiiiito alto e ligar o rádio do carro para os 3 próximos bairros também poderem ouvir.
O Sr. Cachorro-Quente ali guardava as suas coisas lá pelas 2h ou 3h nos finais de semana, e essa é a hora que ele resolve bater as bandejas. Você se assustava achando que era um acidente ou outra coisa, mas não… estava lá o tiozinho limpando tudo.
Além disso, o pessoal mais divertido do bairro ficava ali na frente também: os frentistas!
É… o posto Shell… lugar para se divertir.
Às vezes você escutava gente gritando, dando tapa, batendo nas coisas, correndo, pulando, discutindo…
aí corria pra janela e… surpresa… eram os frentistas brincando uns com os outros. Isso mesmo… brincando… que bonitinho!
Bonitinho era eles brincando às 3h da madruga!
Aí você pensa que acabou.
Nada… 1h30 da manhã, quando os carros já pararam de passar, era a hora do carregamento do Big.
Sim, o hipermercado Big… escolhia esse horário porque era o melhor para descarregar sem atrapalhar “ninguém”.
Encostava o caminhãozão lá e começava a descarregar: Bum… Bum… BUUUMMMMMM….
isso quando eles atendiam o portão… porque se demorasse para aparecer alguém, aí era o BIIIII, BIIIII, BIBIIIIIIIIIIIIII… (sorte que a buzina daquele caminhão era tímida..se fosse aquelas estilo cais do porto já era).

Dá para imaginar então a minha felicidade por fazer a mudança para um lugar muito, mas muito mais tranquilo?
É…
mas tô achando que alguém descobriu que eu estava pra me mudar!
O Big… então: ele pegou fogo e fechou!
Cachorro-quente? o carinha tá perdendo o ponto dele ali, não tem mais tanta gente como antes, até mesmo porque estacionavam na frente do Big, que tá um caos, e ele sai cedo.

Mas o mais legal de tudo: a tal via Rápida movimentada (para o lado mais perto da minha nova casa) cedeu e abriu um mega buraco no asfalto que tiveram que bloquear a rua toda (as 4 faixas) e fazer um desvio para todos os carros e ônibus, etc., e que vai durar mais uns 15 dias!

E termino este texto com a seguinte reflexão:
Adivinhe só para a frente de qual casa todos os carros estão tendo que fazer o desvio!

Publicado em: às 10/02/2010 em 14:41  Comentários (1)  

Previsão do tempo!

Tá legal, tá legal.

Alguns entenderam errado o que eu quis dizer no e-mail quando disse que Curitiba é essa “maravilhosa e linda cidade acinzentada”.

Alguns pensaram: “mas esse cara é patriota mesmo, hein!”

Tá certo que patriota não seria a palavra mais certa, porque Curitiba é uma cidade e não uma pátria, pelo menos não a minha, mas eu gosto muito daqui, sim.

A frase não tem a ver com os prédios da cidade e a urbanização que deixa esse lugar cinza… mesmo porque Curitiba até que é bem verde.

Quando falo cinza, refiro-me ao clima. É, isso mesmo: ao clima!

O clima daqui é um tanto engraçado, de verdade… sério mesmo!

Quem gosta de comédia tinha que vir morar aqui.

A gente se mata rindo…

Porque, sério: ou você ri, ou você chora, ou se mata… a gente prefere se matar rindo.

Estudos dizem que a cidade tem alto índice de depressão; e olha que não estou falando dos buracos!!!

O clima causa depressão às pessoas.

Imagine: você olha pela janela e está aquele sol! Aí pensa: “Opa… vou dar uma caminhada…. vou ao parque.. etc.”

Aí você começa a se arrumar correndo.. e, então, quando sai de casa: Ahn?!?

Chuva?! de onde??

É… e aí você se desanima todo. E é isso todos os dias. Final de semana na praia? esqueça, amigo. O jeito é comer “vina” em casa ou passear no shopping!

Eu até que gostava de olhar previsões do tempo em Porto Alegre. Sabia como seria o fim-de-semana e a próxima semana inteirinha. Fazia planos.

Aqui até que eu ainda olho a previsão, mas só para brincar de quem acerta mais! E geralmente dá pra ganhar dos meteorologistas.

Claro, pois o clima de Curitiba é bem previsível.

Quer ver só…

Um dia em Curitiba: há 3 temporais no dia. Entre eles há 1 vez em que o sol aparece bem forte, 2 vezes em que o sol quase aparece, e no resto do tempo são chuvinhas fracas e céu puramente acizentado (em ordem aleatória). A diferença entre verão e inverno é o calor.

As nuvens passam tão rápido que parece que estão com pressa.

Quem nunca notou, passe a notar: as nuvens sempre vão no sentido Oeste-Leste.

Não é brincadeira… basta olhar pro céu e observar.

E aí você se pergunta: “mas de onde saem tantas nuvens assim então? Dão a volta ao mundo? Florescem do Paraguai ou da Argentina?” Não. Se fosse assim o pessoal da direita ali na África estaria na mesma situação.

Hoje, sexta-feira, por exemplo as nuvens estão no sentido inverso: Leste-Oeste.

Só para me contradizer? Não. Provavelmente deve ter acabado as nuvens, aí alguém rebobina para começar tudo de novo. São sempre as mesmas, por isso nunca acaba! AHÁ, sexta-feira, amigo!

Agora entendo porque pessoas mais leigas da antiguidade resolveram adorar o Sol! Devia ser um lugar igualzinho a este aqui.

O cara nunca aparece, até que, quando resolve aparecer, ele vira um deus!

Já cheguei até a sonhar com um aspirador-de-pó gigante!

O pessoal lá que conseguiu tirar foto perfeitinha de satélite para o Google Earth de Curitiba tá de parabéns!

Publicado em: às 22/01/2010 em 14:20  Comentários (1)  

Nostalgia e arqueologia!

Ontem eu estava revirando minhas “bagunças” no quarto para preparar a mudança e encontrei diversas relíquias que me relembraram diversos anos da minha vida!

Achei desde papéis de colégio, quanto da faculdade anterior, e carrinhos, bonequinhos, medalhas, algumas coisas feitas a mão, até fones-de-ouvido que usava no segundo emprego, etc.

Até aí tudo bem. Mas encontrei algo mais sensacional:

fitas cassete (de áudio) e outras pequenas (usadas em gravadores pequenos), fitas de vídeo-cassete e umas fitas de filmadoras que usei pra gravar alguma coisa que não lembro o quê! E o pior é que tem fitas de tipos de filmadoras diferentes ainda por cima!

Para um amante de arqueologia, senti-me um arqueólogo naquele momento.

Queria muito, mas muito mesmo saber o que tem em cada fita daquelas… mas pôxa… fitas?! Encontrei algo que pode revelar um passado estonteante, mas não tenho nenhum recurso para desvendar o mistério. Seria aquela música preferida dos anos 80 que tocava na rádio Cidade? Aquele karaokê gravado no rádio de casa? As gravações das vezes que jogava um Mortal Kombat no Mega Drive e gravava para as gerações futuras achando que tava abafando? Aquele documentário científico do Globo Repórter nos anos 90 na época que valia a pena assistir? A gravação do filme “Curtindo a vida adoidado?” Será?! Será?  Ou seriam apenas coisas sem valor? (embora o passado nunca seja “sem valor”)

Em pensar que daqui a alguns séculos a dor-de-cabeça da arqueologia se duvidar vai ser essa.

Só faltava mesmo eu encontrar aqueles disquetes gigantes de computador!

.:. Sindra .:.

Publicado em: às 22/01/2010 em 11:03  Comentários (3)  
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